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Cai o último argumento dos maconheiros: droga é mais prejudicial do que álcool e tabaco, sim!

01/11/2012

Revista Veja – Blog Reinaldo Azevedo

 

Um dos lobbies mais organizados, mais influentes e mais aguerridos do Brasil é o dos maconheiros. Não há, já demonstrei aqui, acho que em centenas de textos, uma só centelha lógica em seus argumentos. Ao contrário: no fim, tudo termina na mais pura irracionalidade. Não repisarei argumentos. O capítulo 3 de “O País dos Petralhas II” chama-se “Das milícias do pensamento” — um dos subcapítulos tem este título “Da milícia da descriminação das drogas”. Como, em certas franjas, o consumo da maconha e de algumas outras substâncias se mistura com hábitos próprios dos endinheirados, a descriminação ganhou porta-vozes influentes. Por incrível que pareça, está presente até na eleição do comando da OAB…

 

Leiam reportagem de Adriana Dias Lopes, que é capa da VEJA desta semana. Cai por terra a mais renitente — embora, em si, seja estúpida, já demonstrei tantas vezes, tese dos defensores da descriminação da maconha: a de que a droga ou é inofensiva ou é menos danosa à saúde do que o tabaco e o álcool, que são drogas legais. Errado! Leiam trecho da reportagem:

 

(…)

A razão básica pela qual a maconha agride com agudeza o cérebro tem raízes na evolução da espécie humana. Nem o álcool, nem a nicotina do tabaco; nem a cocaína, a heroína ou o crack; nenhuma outra droga encontra tantos receptores prontos para interagir com ela no cérebro como a cannabix. Ela imita a ação de compostos naturalmente fabricados pelo organismo, os endocanabinoides. Essas substâncias são imprescindíveis na comunicação entre os neurônios, as sinapses. A maconha interfere caoticamente nas sinapses, levando ao comprometimento das funções cerebrais. O mais assustador, dada a fama de inofensiva da maconha, é o fato de que, interrompido seu uso, o dano às sinapses permanece muito mais tempo — em muitos casos, para sempre, sobretudo quando o consumo crônico começa na adolescência. Em contraste, os efeitos diretos do álcool e da cocaína sobre o cérebro se dissipam poucos dias depois de interrompido o consumo.

 

Com 224 milhões de usuários em todo o mundo, a maconha é a droga ilícita universalmente mais popular. E seu uso vem crescendo — em 2007, a turma do cigarro de seda tinha metade desse tamanho. Cerca de 60% são adolescentes. Quanto mais precoce for o consumo, maior é o risco de comprometimento cerebral. Dos 12 aos 23 anos, o cérebro está em pleno desenvolvimento. Em um processo conhecido como poda neural, o organismo faz uma triagem das conexões que devem ser eliminadas e das que devem ser mantidas para o resto da vida. A ação da maconha nessa fase de reformulação cerebral é caótica. Sinapses que deveriam se fortalecer tornam-se débeis. As que deveriam desaparecer ganham força”.

(…)

 

Leiam a íntegra da reportagem especial na edição impressa da revista e depois cotejem com tudo o que anda dizendo a turma da descriminação, cujo lobby é tão forte que ganhou até propaganda gratuita na TV aberta, o que é um despropósito.

 

Para encerrar este post, vejam alguns dados cientificamente colhidos sobre os consumidores regulares de maconha:

 

– têm duas vezes mais risco de sofrer de depressão;

– têm duas vezes mais risco de desenvolver distúrbio bipolar;

– é 3,5 vezes maior a incidência de esquizofrenia;

– o risco de transtornos de ansiedade é cinco vezes maior;

– 60% dos usuários têm dificuldades com a memória recente;

– 40% têm dificuldades de ler um texto longo;

– 40% não conseguem planejar atividades de maneira eficiente e rápida;

– têm oito pontos a menos nos testes de QI;

– 35% ocupam cargos abaixo de sua capacidade.

E, digo eu, por tudo isso, 100% deles defendem a descriminação

 

 

Fonte: uniad.org.br

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8 Comentários leave one →
  1. James permalink
    13/03/2013 00:03

    A maconha pode fazer mal, e cada um faz o que quer, mas a maior droga do mundo ainda é bem utilizada: Religião. Essa começa na infância e vez ou outra se larga na vida adulta.

    • Flávio Mesquita permalink*
      13/03/2013 08:44

      Olá James, obrigado pela participação.

      Respeito sua opinião. Reservo-me o direito, no entanto, de sugerir que evitemos generalizações … Quando vc fala em “Religião” potencialmente engloba todas as manifestações de crença e fé, sendo que não dá para tratar delas como se fossem igualmente promotoras de bem estar ou dano a seus seguidores. Crença precisa ser respeitada e compete a cada um escolher aquilo que lhe faz bem, desde que não cause dano a outros.

      Já quando tratamos de drogas, estamos na seara da ilegalidade e incontestabilidade do dano causado, seja no âmbito individual ou coletivo. O referido texto fala de conquistas de conhecimento da ciência como campo de investigarão neutro, não de opiniões.

      Abç

  2. Sérgio permalink
    03/12/2012 21:47

    A maconha é só o começo de um história que todo mundo conhece.

    • Flávio Mesquita permalink*
      04/12/2012 05:56

      Pois é …

      Mas infelizmente é muito comum os usuários acharem que “com eles vai ser diferente” ou “na hora que eu quiser eu paro” ou ainda “é só um uso recreativo e como é natural, não está me fazendo mau” …

      Daí o tempo vai passando e o problema vai se agravando. Só não vê quem não quer.

      Abç e obrigado por participar.

  3. EDUARDO permalink
    27/11/2012 11:58

    FODA-SE EU FUMO OQ EU KISER

    • Flávio Mesquita permalink*
      27/11/2012 12:50

      E pelo jeito está te fazendo muito “bem” …

      • Kaike Almeida permalink
        10/02/2016 13:20

        Você só é mais um “troxa” lutando contra a ilegalidade de uma planta e concerteza não deve sabe 1% da história dela

      • Flávio Mesquita permalink*
        10/02/2016 14:23

        Vc até pode achar que eu sou um “troxa” … É um direito seu.

        Tb pode achar que “concerteza” conhece muito mais da história dessa planta do que eu …

        Mas COM CERTEZA não conhece as histórias de dezenas de pessoas que eu atendi em consultório e que inicialmente achavam que a maconha não fazia mal algum, era “de boa”, não vicia, usavam recreaticamente e na hora que quisessem iam parar, mas acabaram se dando mal e se arrependeram de terem se deixado enganar por tanto tempo até conseguirem ver o tamanho do buraco no qual entraram.

        Nessa hora, as pessoas acabam procurando por ajuda dos “trouchas” como eu e não os “conselhos” dos amiguinhos que acham que “pega nada não”…

        Se cuida rapaz.

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