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O ATENTADO

24/06/2012

Tudo caminhava como havíamos planejado. Nossos filhos nasceram e cresciam saudáveis, cheios de vida, bem educados, e correndo para realizarem seus sonhos.

Queriam ser vencedores na vida, e propiciar a nós, a eles e a seus descendentes, o que qualquer família mais deseja: honra, dignidade, respeito e paz.

Aprenderam desde cedo que nada cai do céu, que nada se consegue sem luta. Os sonhos se realizam, mas demanda muito trabalho e obstinação.

Recebiam de nossa parte, todo o apoio possível para vencerem as etapas, e continuar a escalada rumo ao sucesso.

Havia os pequenos contratempos: alguns desentendimentos de casal, briguinhas entre irmãos, amigdalites, gripes… Mas logo eram superados.

Tudo dava certo, tudo se concretizava, tudo caminhava bem.

Pensava comigo mesmo: Somos uma família sólida, respeitada e espiritualizada. Estamos protegidos das maldades absurdas do mundo atual.

Nossos filhos vão ser alguém na vida.

Mas, sem menos esperar, sofremos um violento atentado.

O ataque foi certeiro e dentro de casa.

Guardando as devidas proporções, compara-se ao atentado sofrido pelos Estados em 11 de setembro de 2001, quando sua soberania foi abalada.

Assim como eles; não sabíamos quem era o inimigo; nem mesmo o nome, e como nos defender.

O estrago foi grande. As estruturas do lar foram seriamente abaladas. Quase veio tudo abaixo.

Com ajuda de pessoas experientes conseguimos identificar o inimigo, como age e o que pretende.

O que parecia impossível aconteceu. A droga havia entrado em casa.

Um de nossos filhos agora é um dependente químico.

Não tem mais sentimentos nobres, não tem mais respeito por ninguém, não tem mais sonhos, praticamente não tem mais vida. Só pensa em conseguir a próxima pedra. Vive num submundo de momentos de prazer, e horas de sofrimento.

Dói muito em nós também, arranca lágrimas, dilacera nossos corações.

Mas esse crack filho da mãe, não sabia com quem estava mexendo.

Não sabia que estava entrando na casa errada.

Não sabia que encontraria uma família estruturada, que ama e defende suas crias com unhas e dentes.

Deu-se mal, porque além de lutarmos por nosso filho e nossa família, não vamos medir esforços para ajudar outras famílias mais fracas, a resistirem a seus ataques, ou recuperar seus dependentes.

Estamos atracados numa luta feroz. Na verdade um duelo onde um dos oponentes vai ser aniquilado, e tenho certeza absoluta que não seremos nós, porque temos as três armas mais poderosa do universo: CORAGEM, AMOR E DEUS.

Ele não vai matar nosso filho.

I.D. e Zelso Rigolão. Coordenador do grupo experimental de Amor-Exigente de Ibaté SP.  

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