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Divorciada antes dos 30 – Entrevista concedida ao Site Vila Dois / Portal Terra

13/03/2012

Divorciada antes dos 30Na série “New Girl”, a personagem Jess se separou muito jovem depois de morar na casa do namorado Foto: IMDB

Toda mulher sonha em encontrar o príncipe da sua vida para poder dividir os problemas, ser companheira e receber muito amor e carinho. Quando finalmente é oficializado o casamento, após anos de namoro e noivado, temos a sensação de ter feito a escolha correta e de realmente ter encontrado o “homem perfeito”, mas nem sempre é o que realmente acontece.

Brigas, ciúmes, falta de companheirismo e união fazem com que muitos casamentos cheguem ao fim, pouco depois de terem começado.

O transtorno que é causado devido ao fim do relacionamento faz com que muitas mulheres fiquem deprimidas, abaladas e não consigam recomeçar uma vida sozinha, como explica o psicólogo clínico cognitivo comportamental, Flávio Mesquita: “Algumas pessoas sentem dificuldades para se reorganizar, reestruturar, voltar a ter autoestima adequada e se habilitar a novos relacionamentos com um mínimo de confiança”.

E o que fazer quando o divórcio bate à porta antes dos 30 anos? Para o psicólogo, a mulher precisa fazer um mergulho em sua própria essência, buscando aquilo que lhe é mais profundo e real. E com autonomia, deve se desvencilhar de padrões, respeitar-se e encontrar alguém que vibre nessa mesma sintonia, estabelecendo uma relação que tenha pilares sólidos, ao invés de fantasias e ilusões fugazes.

“Quando esse sonho da vida a dois acaba, é preciso ‘acordar’ e reorganizar o elenco deprioridades, valorizando o real em lugar do ideal e buscar a manutenção de uma situação que seja ao mesmo tempo provedora de satisfação e sustentável por longo prazo”, comentou.

O especialista ainda afirmou que a experiência vivenciada pode contribuir para o amadurecimento da pessoa, fazendo com que ela se calce em critérios mais sólidos e aprenda a ser mais tolerante e flexível, o que garantirá a possibilidade de iniciar um novo relacionamento sem medos e diminuindo a chance de novamente “fracassar” e, consequentemente, sofrer outras frustrações.

“Para não cometer os mesmos ‘erros’ é preciso saber exatamente quais são eles. É totalmente diferente de jogar a culpa sobre o outro, acreditando que sempre ele foi o errado e o culpado por tudo de ruim que aconteceu na relação”, comentou o psicólogo.

E acrescentou: “É preciso saber ‘virar a página’. É claro que ninguém vai esquecer e apagar da memória um relacionamento que fracassou, mas não há porque continuar investindo em uma postura belicosa ou de rancor. É muito mais saudável permitir que a ferida se cicatrize, sem o ônus de carregar um fardo de rancor nas costas”.

E não tenha medo de amar novamente. Não existe uma fórmula para que o amor não acabe entre um casal, mas isso não significa que ele tenha que acabar, afinal de contas é possível amar alguém não por ele mostrar apenas as suas qualidades, mas também por compreender os seus defeitos. “Creio que os relacionamentos bem-sucedidos estão muito mais calçados na ideia de que os parceiros se amam, tendo ou não a paixão existida no início do relacionamento”, concluiu Flávio Mesquita.

Por Stefane Braga (MBPress)

 

Conteúdo original acessível em : http://vilamulher.terra.com.br/divorciada-antes-dos-30-3-1-30-1098.html

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