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De volta para casa – Flávio Siqueira

11/09/2011

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8 Comentários leave one →
  1. oliveiraruiz permalink
    28/03/2015 00:15

    Para o leigo aqui: Terapia cognitiva comportamental é para psicopatas/sociopatas?

    • Flávio Mesquita permalink*
      28/03/2015 20:31

      Provavelmente não. Aliás nenhuma abordagem terapêutica teria a pretensão de dar conta desse tipo de demanda. Mas a probabilidade de um psicopata buscar terapia é praticamente nula … Se buscasse, mais dificilmente ainda aderiria ao tratamento.

  2. 10/10/2011 08:58

    “Memento Mori”, como vaticinavam os monge ocidentais e medievais entre si! Encrustavam essa expressão latina (que, aproximadamente, significa: “lembre-se de que um dia você irá morrer”) nos pórticos dos monastérios, nas pedras dos campos e na cabeça das pessoas. Sincronicidade(s)? Essa onda áudio-visual capturando as ações da vida e da morte sobre nossos corpos, acelerando seus efeitos em suas ilhas de edição e jogando em nossas caras o processo de envelhecimento em quatro, cinco minutos; isso uma semana depois da postagem de um dos mais famosos discursos de um dos homens mais poderosos do mundo que lutava contra uma doença brutalmente fatal. Pode até parecer um tanto quanto neurótico da minha parte, mas ainda estou fixado na morte de Jobs, no aparente absurdo da via-crucis e morte de um ser humano que teve acesso a todos os recursos científicos, tecnológicos e até religiosos (em vista que era budista; inclusive, seu casamento foi ornado sob as tradições matrimoniais budistas) de nossa época, e que a despeito de seu poder e de seus recursos, sucumbiu tão cedo, aos 56 anos, no auge de seu gênio. “De volta para casa” ou “memento mori”? Não sei… Eu só queria ter alguma certeza de que vou morrer muito velho e sábio e sereno; alguma coisa como naquelas fotografias de Jung, velho, sábio, sorridente (diferente das fotos de Freud, onde sempre aparece sisudo e, aparentemente, mau-humorado). Ou ter “boa-fé”, como escreveu Sartre: “Não basta morrer, é mister morrer a tempo”.

    • Flávio Mesquita permalink*
      11/10/2011 22:44

      Olá Fabiel, mais uma vez obrigado por sua participação.

      Posso fazer uma sugestão ? Se vc anda acometido pelo interesse aos temas orbitantes à questão da morte, já leu “De frente para o sol” de Irvin Yalom ?

      Embora eu guarde discordânicas fundamentais sobre algumas opiniões desse autor (que eu adoro) em relação à morte, creio ser uma obra extremamente interessante de ser lida e que geralmente tem um grande potencial de lançar uma luz apaziguadora na, por ele chamada, “angústia da morte”.

      Fica ai minha sugestão para vc !

      Abç

      • 12/10/2011 00:40

        Agradeço encarecidamente pela recomendação de leitura… Eu li “Quando Nietzsche Chorou” – assisti o filme, inclusive – e também li “A Cura de Schopenhauer” do Yalom; achei interessante, apesar de ter a convicção de que nenhum dos autores que ele “romantizou” concordariam com seus movimentos ficcionais. (Jamais!) Quase li “Mamãe e o Sentido da Vida”, em 2008, quando minha mãe faleceu; mas, na época, me senti muito auto-piedoso lendo esses best-seller de autoajuda. De uns tempos pra cá, tenho me tornado mais, digamos, “receptivo” às diversas forma de literatura (ou menos seletivo, não tenho certeza).
        A Thanatologia é algo que, realmente, me fascina e me apavora; uma relação de amor e ódio com a expectativa do fim disso que agora lhe escreve e me angustia.

        Grande abraço e
        Novamente, obrigado.

      • Flávio Mesquita permalink*
        12/10/2011 11:10

        Olá Fabiel,

        Olha, eu sou suspeito para falar de Yalom, pois como já havia comentado, eu adoro esse autor. Vejo muita qualidade em sua produção tanto no que diz respeito aos títulos ficcionais quanto aos mais voltados à psicologia em si (o filme “Quando Nietzsche chorou” eu achei bastante aquém da qualidade do livro). Eu li todos os livros traduzidos para o português e tb o “Existencial Psicotherapy” , ainda sem tradução. Realmente é muito audacioso da parte dele enredar uma ficção apoiado em personagens que de fato existiram, mas que não interagiram da forma como ele mostra ali, mas existe todo um respaldo na construção deste personagem de forma a ficar o mais potencialmente coerente.

        Não si se vc leu este artigo no BLOG : https://psicologiacomportamental.net/2010/01/14/um-pouco-mais-sobre-yalom/

        Quanto ao “Mamãe e o sentido da vida”, não creio que seja um livro de auto-ajuda. É um livro que reúne uma série de crônicas (não sei bem se esse seria o melhor nome a ser dado, enfim) ou textos. O texto que dá nome ao livro é apenas um deles, em que o autor faz reflexões muito interessantes e que chamam atenção pela disponibilidade dele em se “despir” frente ao leitor em termos de fraquezas e limites dele próprio e família.

        Se se o seu interesse atual orbita a morte especificamente, o livro para vc é o “De frente para o sol” cuja temática é especificamente essa. Em “Exitencial Psicotherapy” ele praticamente postula uma nova abordagem psicoterápica amparada em quatro pilares fundamentais sob o viés exitencialista da compreensão do homem : a Solidão, a Liberdade, a Falta de Sentido e a Angústa da Morte. É espetacular, mas bastante técnico e extenso (tem umas 700 páginas). Creio inclusive que Yalom terá seu reconhecimento póstumo por essa obra que, ao meu ver, não recebeu ainda a devida atenção do meio acadêmico.

        Fica novamente minha sugestão para ler a versão resumida do tema ligado à morte no livro “De frente para o sol” …

        Abç

      • 13/10/2011 16:24

        Sua empolgação com Yalom me aguçou a curiosidade sobre o mesmo. Li algumas biografias, a famigerada entrevista à Super Interessante, e seu artigo “Um pouco mais sobre Yalom”. Quero ler novamente estes que o próprio Yalom denomina “romances de ensino” (Quando Nietzsche Chorou, A Cura de Schopenhauer, e o que ainda não li: Mentiras no Divã), além de sua recomendação “De frente para o Sol”. Também pretendo dar uma nova chance a “Mamãe e o Sentido da vida” – talvez minha percepção estivesse bastante alterada na época em que tentei lê-lo pela primeira vez, talvez esteja mais amadurecido agora, mais receptivo…

      • Flávio Mesquita permalink*
        20/10/2011 10:05

        Depois não deixe de compartilhar suas impressões com a gente !

        Abç

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