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Entrevista concedida à Folha de São Carlos sobre a Lei da Alienação Parental 01/09/2010

01/09/2010

Alienação Parental pode causar problemas futuros à criança

1 SET

Especialista explica implementação da nova lei sancionada contra a Alienação Parental

Por Andréa de Castro

Foi sancionada na última sexta-feira (27) a Lei de Alienação Parental (Lei nº 12.318) que prevê tratar comportamentos que levam os pais separados a tentar influenciar negativamente os filhos contra o outro genitor, geralmente ex-cônjuge. Essa nova lei conceitua a alienação parental como a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente induzida por um de deus genitores.

Para o psicólogo Flávio Mesquita a lei preconiza uma série de ações que não tem suporte no que diz respeito ao aparelho público instalado, que poderia amparar sua implementação. “Para poder minimizar a possibilidade da existência da alienação parental, é necessário que haja um cenário povoado de sujeitos que entendam a relevância dos vínculos saudáveis existentes entre os genitores de uma criança”, explicou Mesquita.

Segundo ele, uma mãe ou pai que “desconta”sua raiva do ex-companheiro minando a cabeça da criança com idéias de que a outra pessoa não presta, abandonou, etc, está contribuindo negativamente para uma boa condição de nutrição de referências parentais para esse jovem no futuro. “Basta se aperceber da enorme capacidade de determinados padrões se repetirem”, explicou. Para o psicólogo uma respectiva mudança seria via educação que é a base para uma perspectiva psico-social que leva a responsabilização e não por meio de arbitrariedade de uma lei. “Se essa lei não for levada a cabo, ela só alimentará ainda mais a lista de leis que caem na impunidade e que se tronam mais uma daquelas que “não pegam”, disse.

Conforme a lei, é alienação realizar campanha de desqualificação contra o pai ou a mãe; dificultar o exercício da autoridade parental; atrapalhar o contato dos filhos com genitor; criar empecilhos para a convivência familiar; omitir deliberadamente a genitor informações relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; apresentar falsa denúncia contra genitor; ou mudar o domicílio para local distante visando dificultar a convivência dos menores com o outro genitor, com familiares ou com avós.

As conseqüências quanto à formação da criança e a suposta criação de traumas geram problemas futuros a esse indivíduo. “As conseqüências podem ser gravíssimas, uma vez que a criança alimente a idéia de que é fruto de um genitor cruel, ruim, que a abandonou, etc.”. Além disso, Mesquita afirmou que esses traumas trazem doenças sérias como, Síndrome do Pânico, TOC ou até mesmo desvios de caráter que não estão descartados como conseqüências possíveis de um cenário como este. “Sempre existirá a figura de uma ex-mulher ou ex-marido e, quando há filhos envolvidos, a de um pai ou uma mãe  e não a de um EX-pai ou EX-mãe”, disse.

Mesquita ainda fala que manter esses vínculos saudáveis é absolutamente necessário para não agravar ainda mais a angústia e o sofrimento já existentes em um cenário de separação. “Não me parece que seja a existência de uma lei que irá garantir isso, ao invés da consciência de todas as pessoas envolvidas em optarem por atitudes, posturas e ações norteadas ao bem estar de todos e notoriamente de suas crianças.”, finalizou.

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