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Desmistificando a psicologia

10/08/2010

Está certo. Nós dois somos altamente “suspeitos” (no bom sentido é claro !) para falar do assunto, já que somos apaixonados pela psicologia. Mas além disso, temos nossos próprios companheiros, temos nossos filhos, cada um tem sua experiência profissional, temos desejos, ambições, frustrações e conquistas… exatamente como todo mundo tem.

Por outro lado, acreditarmos que contribuir no sentido de desmistificar a psicologia, seria um projeto ao mesmo tempo realizador e com grande potencial de somar. Tanto à psicologia mesma pelo ato em si da desmistificação necessária, quanto ao leitor que poderia passar a ter um ponto de vista mais amigável dela.

Alias, ser “suspeito” para falar deste assunto neste caso não é ruim, pois nossas bagagens empíricas sobrepostas ao conhecimento “de dentro” da psicologia nos permitem assumir uma postura empática, que poderá ajudar a promover uma compreensão mais fluida e transparente de como a psicologia pode interferir na nossa vida do cotidiano.

Ora, basta das verdadeiras caricaturas do profissional da psicologia amplamente alardeadas na mídia contemporânea… mas basta também da irresponsabilidade do próprio psicólogo que, impassível, se deixa ver através desta lente enviesada por tantos preconceitos que deturpam, afastam e atrapalham o bom relacionamento entre as pessoas de “carne e osso” e ele próprio… aliás, também feito de “carne e osso”.

Somos dois psicólogos em constante aprimoramento, sempre estudando e procurando nos habilitar a contribuir para o bem estar das pessoas (emocional e mesmo físico, já que um é relacionado ao outro). Não há como ficar imune à noção de que a psicologia está profundamente arraigada na vida das pessoas, procurando entender, analisar e propondo opções de enfrentamento para as questões inerentes à existência de cada um.

Mas que isso aconteça de uma forma amigável, clara, responsável e desmistificada dentro do possível. Daí a importância desse projeto onde pretendemos contribuir exatamente nessa direção. Apresentando a psicologia como aliada, cujo campo de saber propõe alternativas na aproximação de um estado crescente de bem estar emocional e mesmo no âmbito geral da vida do sujeito.

Tais alternativas são fruto de diversas possibilidades de intervenção, que auxiliam o sujeito na construção de sua autonomia, livre arbítrio e um auto entendimento libertador, responsável no que diz respeito a diferenças, limites e potencias subjetivas.

Este leque de intervenções está longe de qualquer coisa que se assemelhe aos velhos preconceitos já tão batidos e desgastados, tais como: “médico para louco”, “terapia é coisa para fracos”, “para ficar só conversando, eu vou para um bar com um amigo” etc. Pauta-se, por outro lado, nas demandas tangíveis facilmente identificáveis na vida de todos nós e para as quais um investimento no amparo psicológico pode vir a ser de grande valor na construção de um repertório mais amplo de enfrentamentos.

Por fim, neste espaço procuraremos abordar temas importantes de forma simples, acessível e leve, de forma que a psicologia possa ser compreendida e utilizada em benefício de todos, sem os rótulos e idiossincrasias até então freqüentes na sua apreensão.

Desde já gostaríamos de abrir um canal de comunicação via e-mail contato@psicologiacomportamental.net onde serão sempre bem vindas, e respondidas dentro do possível, qualquer manifestação dos leitores na forma de dúvidas, perguntas, propostas de temas, reclamações etc.

Até o próximo encontro !

Patrícia Mantovani e Flávio Mesquita

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8 Comentários leave one →
  1. Ísis F. permalink
    27/04/2010 18:50

    Adorei o texto, parabéns! Concordo em partes com o Mauro em relação ao tamanho dos artigos, e acrescento que parece que às vezes o texto perde o foco do assunto…
    O blog está de parabéns, conheci hoje e estou adorando, lendo várias coisas interessantes!

    Bjs

    • Flávio Mesquita permalink*
      27/04/2010 21:00

      Olá Isis,

      Obrigado por sua participação no BLOG. Realmente, falar de psicologia por vezes é uma empreita difícil no que diz respeito a prolixidade e até perda do foco inicial … Vamos procurar ter isso em mente sempre que possível.

      Continue nos acompanhando e sugerindo temas ou melhorias.

      Abç

  2. Regina permalink
    14/09/2009 15:00

    Gostei muito desta abordagem… espero que muitas pessoas leiam e procurem ajuda. Um profissional da área, poderá ver a luz, onde a pessoa só ver a escuridão, não sendo caso de loucura, as vezes só carencia… um abraço

    • Flávio Mesquita permalink*
      14/09/2009 15:46

      Olá Regina,

      Obrigado por seu apoio ! Com certeza concordamos com você… a busca por amparo por si só já é sinal de um movimento por parte do sujeito e, ao ser bem acolhido por um profissional competente, tem enorme potencial de estender ajuda para que a pessoa vá cada vez mais se sentindo melhor em relação e si própria, aos outros e a própria vida !

      Um abç

  3. maria helena de barros permalink
    07/09/2009 15:16

    Os tópicos sobre stress, depressão infantil e dismistificando a psicologia estão ótimos, porém com vocabulário difícil de ser entendido por pessoas alheias aos assuntos.A meu ver, esses tópicos devem, também , ser enviados às Escolas onde uma grande maioria de alunos e professores vivem estressados e não procuram ajuda por diversos motivos, inclusive pq a ajuda psicológica e criança com depressão é mito.Vocês dois estão de parabéns. Abços

    • Psicologia Cognitivo Comportamental permalink*
      07/09/2009 17:54

      Oi Maria Helena, mais uma vez obrigado por sua contribuição. O texto sobre o tratamento da depressão infantil não é de nossa autoria e, de fato, o linguajar não é muito acessível, mas julgamos interessante compartilhá-lo por aqui assim mesmo, pois trata-se de uma pesquisa séria e que comprova a eficácia da terapia nesse tratamento. Nos outros dois textos que publicamos até agora, procuramos abordar a temática de forma simples, mas nem sempre é fácil abranger temas psicológicos sem correr o risco de “complicar” um pouco as coisas … no caso do texto sobre o stress a preocupação foi redobrada e procuramos fazer um resumo na forma de perguntas e respostas. De qualquer maneira seu feedback é importante para que estejamos sempre alinhados com o desejo de realmente “desmistificar” a psicologia … Já estamos bolando outros textos e procuraremos fazê-lo de forma o mais acessível possível. Quanto à questão das escolas, você tem razão … ainda existem muitos tabús a serem superados no que diz respeito à busca por amparo psicológico, seja por crianças ou seja pelos cuidadores.

      Um abç

  4. Mauro Mesquita permalink
    04/09/2009 13:20

    Achei o texto muito interessante.
    Note-se que sou do tipo que quando lê, o faz até o fim, mesmo que seja longo. Dai meu questionamento: será que dá para enxugar de modo a encurtar um pouco?

    • Psicologia Cognitivo Comportamental permalink*
      04/09/2009 13:44

      Olá Mauro,

      Sim você tem razão ! Já recebemos esta mesma critica construtiva no que diz respeito ao texto estar por demais longo e em breve faremos um novo post contemplando os pontos que foram elencados como mais importantes … por nós e por outros leitores também. Obrigado pela contribuição e continue conosco !

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