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Disfunção Erétil : entrevista concedida a Revista Viver Brasil

05/08/2010

Jovens abaixo de 30 anos convivem cada vez mais com a disfunção erétil. O primeiro passo é descobrir se o problema é orgânico ou de causa psicogênica

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Texto: Elisângela Orlando | Fotos: Nélio Rodrigues
Opiniões ou sugestões sobre a matéria?
Mande e-mail para: web@revistaviverbrasil.com.br

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Quando Flávia(*) e Jorge(*) se conheceram, notaram que tinham muitas afinidades e logo se tornaram amigos. Trocavam mensagens e conversavam quase todos os dias. O papo era sempre animado e, após alguns me ses, perceberam que estavam atraídos um pelo outro. A princípio, Flávia ficou temerosa de dar o primeiro passo, mas não resistiu e chamou Jorge para sair. Tomaram alguns drinques em um sábado à tarde e, co mo já se conheciam há algum tempo, decidiram ir para o aparta mento dela. Ambos estavam entusiasmados e tudo parecia ir bem até que algo começou a dar erra do. Jorge não conseguia manter a ereção na hora do ato sexual. Flá via achou normal, pois era a primeira vez que os dois ficavam juntos. “Deve ser ansiedade”, pensou.

Calmamente, ela se deitou ao la do de Jorge, acariciou-o e tentou não pressioná-lo. Ele não disse nada, mas parecia constrangido. Ficaram juntos durante várias horas naquele dia e trocaram muitas carícias. Ele, inclusive, chegou ao orgasmo três vezes apenas com o toque das mãos dela. Na hora de consumar a relação, po rém, todas as tentativas fracassaram. Jorge se levantou, disse que estava se sentindo mal e foi embora. Flávia ficou frustrada e sem entender o que havia acontecido. Afinal, Jorge parecia tão interessado quanto ela e um detalhe chamava ainda mais sua atenção: ele tinha apenas 27 anos.

O que pode ter dado errado naquele dia? Vamos desdobrar um pou co mais esta história. Publicitária, Flávia é uma mulher bonita, tem 33 anos, mora sozinha e é bem-sucedida profissionalmente. Jorge é professor universitário e, atualmente, faz doutorado. Ele pratica esportes regularmente, tem um corpo bem definido e costuma despertar a atenção das mulheres. Mesmo com todos estes atributos, porém, esta não foi a primeira vez que Jorge passou por esse tipo de situação. O problema surgiu há cinco anos e ele confessa que, des de então, já deixou de sair com várias mulheres por medo de falhar na hora H.

Jorge alega que ainda não procurou a ajuda de um especialista por falta de tempo. Aliás, ele acredita que o estresse do dia a dia é a grande causa desse problema, uma vez que ele não consegue se desligar de seus compromissos nem mesmo nessas horas. “Tenho ejaculação normal. Acho que é mais psicológico, porque acabo levando outras preocupações para a cama.”

“Todas as vezes que ficávamos juntos, notava que o pênis dele não ficava totalmente ereto e nem sempre conseguíamos ir até o final. Com o tempo, fiquei chateada com aquela situação e com a falta de atitude dele. Acabamos nos separando”

Flávia continuou amiga de Jorge, mas eles nunca mais falaram sobre o assunto. A publicitária conta que viveu situação semelhante pouco tempo depois com um rapaz de 25 anos. “Todas as vezes que ficávamos juntos, notava que o pênis dele não ficava totalmente ereto e nem sempre conseguíamos ir até o final. Ele sempre dava uma desculpa, mas nunca admitiu que havia algo errado. Eu era compreensiva, tentava não deixá-lo constrangido e estimulá-lo de outras formas. Às vezes funcionava, mas com o tempo, fiquei chateada com aquela situação e com a falta de atitude dele. Acabamos nos separando”, relata.

A funcionária pública A.C., 27 anos, também vivenciou episódio parecido com um jovem de 26 anos com quem estava saindo há várias semanas. Ela relata que demorou a ceder às inves tidas do rapaz. Como estava há um ano sem fazer sexo, quando se sentiu mais à vontade, aceitou o convite para passar um fim de semana com ele. “Tentamos algumas vezes, mas na hora ele não conseguia manter a ereção. Cheguei a perguntar se havia algo errado, mas ele desconversou. Nunca mais me chamou para sair e eu também não o procurei de novo.”

Histórias como essas estão se tornando cada vez mais comuns e retratam um problema que tem afetado jovens que mal saíram da adolescência e cujos hormônios ainda estão fervilhando. Trata-se da disfunção eré til (DE), termo usado para designar a incapacidade de sustentar uma ereção capaz de promover a penetração vaginal durante um relacionamento sexual.

É necessário, porém, que se faça uma distinção entre disfunção erétil e impotência sexual. “Usamos a expressão disfunção erétil mais para quadros passageiros, e impotência quando se trata de um quadro crônico que, muitas vezes, está associado a problemas orgânicos”, esclarece a psicóloga Cassandra Pereira França, autora dos livros Ejaculação precoce e disfunção erétil: uma abordagem psicanalíticaDisfunções sexuais.

Existem dois tipos principais de disfunção erétil: a de causa orgânica e a de causa psicogênica. A explicação é do urologista Bruno Mello Santos. “A DE provocada por fator orgânico tem como agentes mais comuns a hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, tabagismo, obesidade e sedentarismo”, assinala. Já a disfunção de origem psicogênica é desencadeada por motivos diversos, sendo o mais co mum o estresse seja em relação à sexualidade ou à vida cotidiana e fatores como ansiedade, depressão, discórdias conjugais, entre outros, acrescenta o médico.

Mas o que explica o aumento do número de casos de disfunção erétil entre homens com menos de 30 a nos? Especialistas em sexualidade humana ainda não chegaram a um consenso se o que houve foi um avanço da discussão sobre o tema desde que as famosas pílulas azuis começaram a ser vendidas ou se es te crescimento é fruto do estresse da vida moderna somado a hábitos de vida como o sedentarismo, tabagismo, alcoolismo e o consumo de drogas.

O que se percebe é que, entre jovens adultos, a disfunção erétil é, qua se sempre, desencadeada por algum problema de ordem psíquica. “A forma como eles lidam com a sexualidade expressada pela mulher de hoje é outra questão que pode ajudar a entender o fenômeno”, defende o psicólogo Flávio Mesquita, especialista em terapia-cognitiva comportamental. “Nem sempre é fácil para o homem lidar com a emancipação sexual da mulher. Vivemos em uma cultura de forjas machistas e, quando o homem se depara com uma parceira que clama pelos mesmos ideais e se mostra ativamente engajada em conquistar e contabilizar parceiros, muitas vezes ele se sente inseguro, o que pode acabar levando a uma disfunção sexual”, argumenta Mesquita.

Comunidades sobre o tema em sites de relacionamento como o Orkut reforçam a tese de que a disfunção erétil não é mais uma preocupação de quem já passou dos 50. Nelas, homens de todas as idades trocam informações sobre tratamentos, relatam suas experiências e buscam auxílio com quem já passou pela mesma situação. Grande parte usa perfil falso para preservar a identidade – afinal, este não é um assunto que costuma ser exposto nas rodinhas de amigos.

Na comunidade Disfunção Erétil – Impotência há um tópico para que os membros revelem a idade. O resultado é espantoso: a maioria tem entre 16 e 26 anos. Nessa comunidade, que possui 270 integrantes, está um comerciante de 22 anos, morador de Fortaleza, que sofre de disfunção erétil. Sob o pseudônimo de Gato Anônimo, ele concordou em dar entrevista. Disse que chegou a se  consultar com um urologista, que afirmou que seu problema é psicológico e o encaminhou a um terapeuta. Ele não quis fazer o tratamento. “Não acho que isso vai me ajudar”, desabafou.

“Nem sempre é fácil para o homem lidar com a emancipação da mulher. Quando o homem se depara com uma parceira que clama pelos mesmos ideais, ele se sente inseguro”

Há um ano, Gato Anônimo ficou noivo, mas não tem coragem de contar para a parceira sobre o problema. Para evitar que a noiva descubra seu segredo, o jovem começou a tomar um vasodilatador que aumenta o calibre dos vasos sanguíneos e, consequentemente, a circulação, permitindo a ereção. Ele admitiu que a compra do medicamento é feita de forma irregular, sem receita médica, pela internet. Afirmou que tem medo de possíveis efeitos colaterais no futuro, mas que seria muito pior se alguém descobrisse o que se passa com ele. “É muita humilhação”, lamentou.

“O sujeito cria um vício de estar sempre amparado pela ideia de que não irá falhar pelo uso do remédio. Quando ele não estiver usando, poderá ser acometido pela ideia de que agora está vulnerável, o que pode desencadear uma perda de ereção”

Fazer uso indiscriminado desse tipo de medicamento, entretanto, pode ser prejudicial, tanto sob um critério metabólico, quanto psicológico. O alerta é do psicólogo Flávio Mesquita. “O sujeito cria um vício de estar sempre amparado pela ideia de que não irá falhar e que seu desempenho está garantido pelo uso do remédio. Quando ele não estiver usando, poderá ser acometido pela ideia de que agora está vulnerável, o que, por si só, poderá desencadear de fato uma perda de ereção.”

A disfunção erétil costuma provocar sentimentos de frustração, baixa autoestima e depressão. Quem sofre do problema muitas vezes é acometido por um bombardeio de pensamentos negativos a respeito de sua própria competência antes e durante o ato sexual. “Isso aumenta o nível de ansiedade, desencadeando uma gama de respostas somáticas, retroalimentando sua crença na incapacidade de manter a penetração. Assim, quanto mais ele teme o fracasso, maior a probabilidade de que este aconteça”, esclarece Mesquita.

Muitas vezes, nem mesmo o uso de remédios é suficiente para promover a ereção quando a disfunção é de ordem psíquica. É o que assegura Rosemara Fernandes Rai nho, psicóloga especializada em sexualidade humana. “A causa psicológica gera insegurança, a insegurança gera impotência e a impotência gera a disfunção. Vira um ciclo vicioso que, sem tratamento psicológico, sem apoio da parceira, sem estímulos para atividade sexual, não tem remédio que funcione.”

Há vários estudos que identificam a incidência da disfunção erétil, mas poucos abrangem jovens abaixo dos 40 anos. Exemplo disso é uma pesquisa brasileira feita com quase mil homens entre 40 e 90 anos que identificou disfunção erétil em 53,9% deles, sendo leve em 21%, moderada em 14% e grave em 12%, com aumento da incidência proporcional ao aumento da faixa etária, informa o urologista Bruno Mello Santos.

Na avaliação do presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (Abeis), o urologista Paulo Roberto de Brito Cunha, a frequência maior da disfunção erétil entre jovens deve-se à “adoção de hábitos inadequados de vida ditados pelos prazeres da boca e pelo sedentarismo”. Segundo ele, quando esses hábitos se somam ao tabagismo, o quadro fica ainda pior.

O tratamento da disfunção erétil inicia com a investigação de uma possível causa orgânica e uma avaliação hormonal. Ao se constatar normalidade de todos esses parâmetros, e, portanto, se pensar em causa psicogênica, orienta-se o paciente que do ponto de vista orgânico tudo está normal. “Só essa etapa já é capaz de devolver a normalidade da ereção a uma boa parcela de jovens. Os que não respondem necessitam tratamento com terapeuta sexual e equipe multidisciplinar”, pontua o urologista Bruno Mello Santos.

Falhar numa relação sexual de vez em quando é comum. Dizem até que há dois tipos de homens: os que já falharam e os que ainda vão falhar. Quando, porém, se torna necessário procurar o auxílio de um especialista?  Quem responde é o urologista Paulo Roberto de Brito Cunha. “Podemos dizer de modo informal que, quando pela primeira vez, você não consegue dar a terceira, não existe motivo para preocupações. Agora, quando pela terceira vez, você não consegue dar a primeira, é preocupante. Meu conselho: procure sempre o auxílio de um profissional experiente quando não estiver satisfeito com sua sexualidade.”

Conteúdo original acessível em : http://revistaviverbrasil.com.br/impressao.php?edicao_sessao_id=821

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30 Comentários leave one →
  1. IAD permalink
    18/08/2014 07:56

    Olá, bom dia.
    Tenho 26 anos e no passado já tive problemas relacionados ao sexo (obter e manter ereção). Recentemente comecei a namorar uma menina linda, de quem gosto muito e achei que dessa vez as coisas seriam diferentes já que envolvem sentimentos, por que das outras vezes, o sexo sempre foi envolto em meio a bebidas, a situações em que eu não gostava de fato da pessoa, então às vezes dava certo, outras não. sendo que na maioria delas foi não. achei que pudesse ter ocorrido por causa do uso de alcool, mas na minha ultima tentativa com minha namorada, nao havia ingerido nada e mesmo assim fracassei. antes disso ja havia ido ao urologista, fiz os exames prescritos e ele me disse que fisiologicamente, tudo estava ok. será que isso entao tem haver com causas psicologicas? já que no passado tive experiencias negativas com o sexo? por favor, me ajude.

    • Flávio Mesquita permalink*
      19/08/2014 13:03

      Olá, pelo seu relato e pela investigação fisiológica que já fez, tudo leva a crer que sim, o fator psicológico deve ser o preponderante.

      Vale a pena procurar ajuda.

      Att,

  2. Mário permalink
    12/11/2012 09:58

    Bom, acredito que sofro de disfunção erétil, e isso tem atrapalhado muito minha vida. Saberia me indicar um psicólogo com o qual poderia me tratar aqui em São Paulo capital? Obrigado

    • Flávio Mesquita permalink*
      12/11/2012 15:42

      Olá Mário,

      Infelizmente, não tenho referencia de quem indicar.

      Mas creio que pelo Google vc deverá encontrar, ok ?

      Abç

  3. claudio permalink
    08/09/2012 09:40

    Podem me passsar o e-mail pra tirar dúvidas?
    Não queria meu nome e pergunta divulgados pode ser?

  4. Phelippe permalink
    15/07/2012 02:23

    Oi! Sou Phelippe e preciso de ajuda.

    Editado para preservar intimidade do autor

    Abraços.

  5. Leandro permalink
    08/06/2012 09:40

    Oi, tou com um problema, assim tenho 19 anos e nao faz nem um ano … Grato

    Editado pela moderação para preservar intimidade do autor

  6. 21/05/2012 10:14

    Dr.Bom dia

    Gostaria de saber se …

    editado pela moderação pela privacidade do autor

    Grato pela atenção

    ESR

    • Flávio Mesquita permalink*
      21/05/2012 11:14

      Olá Ednilson,

      Respondi por email, ok ?

      Abç

      PÓS EDITADO : Ednilson, por favor entre em contato comigo por email para que eu possa responde-lo … o e-mail que eu tentei te enviar voltou com erro …

  7. 07/02/2012 22:56

    Por favor flávio, preciso do seu contato para que possa me dar orientações a respeito de problemas que eu e meu marido estamos enfrentando. Pode me passar seu telefone por e-mai? Obrigada

    • Flávio Mesquita permalink*
      08/02/2012 07:18

      Olá Ana,

      Na aba “Contato” do BLOG vc encontra todas essas informações, ok

      Abç

  8. Matheus permalink
    06/02/2012 21:38

    Boa noite,
    Ando tendo problemas de ereção a um tempo , não consigo manter minha ereção por muito tempo e quando funciona , acabo tendo uma ejaculação precoce. Só que estou namorando , já faz 3 meses , e gosto muito da minha namorada , mas ela se frustra quando as coisas não acontecem naturalmente. Sinceramente não sei o que fazer , pois já tomei remédios para aumentar o desejo (não é viagra,apesar de estar com muita vontade de comprar , pois não estou me sentindo bem em relação a isso),já tomei chás que diziam aumentar a ereção. Sei que pode ser psicologico afinal tenho 20 anos,mas não sei o que fazer. Gostaria de uma sugestão. Abraço

    • Flávio Mesquita permalink*
      08/02/2012 07:27

      Olá Matheus,

      Veja que vc coloca que “Sei que pode ser psicológico …” e pede uma sugestão “do que fazer” em um BLOG de psicologia. Sendo assim, talvez vc saiba sim o que tem que fazer nesse momento …

      Minha sugestão é que vc passe por uma avaliação com um Urologista para descartar a existência de alguma limitação fisiológica (o que é bastante improvável pela sua idade) e depois iniciar terapia para descobrir o que está acontecendo e poder fazer as intervenções cabíveis para reconquistar a confiança e os resultados que deseja.

      Abç

  9. Luciana Barroso Rezende permalink
    16/01/2012 09:28

    Prezado Flávio, sou psicóloga e estou me especializando em TCC. Iniciei pesquisa sobre o tratamento da Disfunção erétil na Psicoterapia Cognitiva- comportamental por causa de um caso que venho atendendo em consultório mas tenho tido dificuldade de encontrar bibliografia sobre o assunto do ponto de vista dessa linha. Por favor, caso possa, sugira algumas opções de leitura que me ajudem nesta pesquisa.

    Obrigada!

    Luciana Rezende

    • Flávio Mesquita permalink*
      18/01/2012 07:48

      Olá Luciana, bom dia !

      Vou dar una revisada e depois te informo, ok ?

      Abç

  10. Camila permalink
    02/10/2011 14:12

    Olá pessoal, quando comecei a namorar…

    • Patrícia Mantovani permalink*
      04/10/2011 12:56

      Olá Camila, responderemos pelo seu e-mail.
      Obrigada pela participação.
      Abço

  11. 12/08/2011 15:12

    olá Flávio, meu problema vem a algum tempo me causando transtorno e vai se agravando,de inicio fiz um tratamento de EP não fiquei totamente bom,talvez tenha sido por falta de informação, já havia acontecido alguns vezes probema DE mas achei que era normal. Mas uma vez estou tentando resolver meu problema, estou procurando um urologista para conversar, queria que você me desse sua opinião.

    • Flávio Mesquita permalink*
      13/08/2011 08:22

      Olá GF,

      Gostaria que vc entendesse da dificuldade e até irresponsabilidade minha caso emitisse alguma opinião sem investigar minimamente o caso.

      A única coisa que posso afirmar é que parece ser valida sua busca pela orientação de um urologista, que ira fazer todo o levantamento de possíveis causas fisiológicas, e depois buscar amparo psicoterapico. Nesse tipo de caso, a terapia é fundamental para conseguir lidar positivamente e reconquistar confiança, aut. estima e, finalmente, competência plena.

      Espero ter ajudado.

      Abç

  12. Helder permalink
    21/07/2011 15:17

    contacte-me.

    • Flávio Mesquita permalink*
      21/07/2011 16:19

      Em Contato você encontra email e telefone.

  13. Paulo permalink
    04/05/2011 00:43

    Estou com problema muito grave com relaçao a disfunção erétil. Estou desesperado e precisando muito de ajuda. Já procurei por terapia mas nao deu certo, ao contrário, piorou. Seria possível que vc entrasse em contato comigo por email?

  14. Carlos Eduardo permalink
    28/03/2011 14:45

    Flávio, boa tarde, tudo bem? Meu querido gostaria muito de uma ajuda tua… tenho 26 anos de idade, pratico esportes com regularidade, a 4 meses estou namorando uma pessoa muito legal …

    (moderado para privacidade do autor)

    • Flávio Mesquita permalink*
      28/03/2011 20:11

      Olá Carlos,

      Obrigado pela sua participação no BLOG.

      Respondi a sua pergunta por e-mail de forma a preservar sua privacidade, ok ?

      Um abraço

  15. lcs_junior_@hotmail.com permalink
    04/03/2011 01:06

    Estou vivendo um período difícil e me deparei com os problemas indicados, a cada instante tudo me atrapalha, quando quero só, é certo… mais com ela é difícil. Até certa idade era tudo bem, até surgir essas complicações, eu tenho 22anos, além da correria intenssa, sempre pratiquei esportes, sou alto, bonito, saudável e as mulheres tem interesse por mim. Mas estou solteiro a 1ano e pouco e não consigo mais namorada porque não funciona, provavelmente estou prestes a perder uma ótima pessoa por causa desse problema. É certo que meu pisicológico já esta desgastado demais com tudo isso, mais não sei como conseguir ajuda, estou correndo contra o relógio, eu preciso de auto estima para isso, eu sei q se eu conseguir uma vez, e sempre insistir, posso ir longe, mais é dificil conseguir uma mulher com paciência, ainda mais em um caso assim, será problema eu tomar medicamento 1 vez para tentar engrenar? tentar com mulheres de programa para acrecentar auto-estima é interessante? a minha situação anda cada vez mais ruim… e preciso de uma direção, e não histórias e comparação. Preciso de ajuda…

    • Flávio Mesquita permalink*
      04/03/2011 10:08

      Olá L.

      Olha, primeiro que tudo acho que seu esforço agora tem que ser no sentido de manter a calma … o desespero e a ansiedade só vão atrapalhar ainda mais, fazendo com que tudo isso vire um ciclo vicioso. O problema que vc vive é, sem dúvida, importante e vc precisa sim de ajuda. Quando vc diz que seu “psicológico está desgastado demais com isso tudo” fica claro que buscar apoio de um profissional da área seria uma escolha mais do que legítima.

      As demais questões que vc faz, creio que seria negligência da minha parte se respondesse aqui. Essas são questões que podem (e devem) ser consideradas sim, mas com responsabilidade e atenção para estar apto a lidar com as conseqüências possíveis, e que deverão ser exploradas intensamente, no sentido de te dar apoio em ligar com elas, quando elas aparecerem, sem ser mais um gerador de ansiedade, entendeu ?

      Outra coisa, quando vc se refere à auto-estima, creio que vc está incorrendo em um erro de avaliação, muito freqüente aliás : a auto-estima não tem como ser conseguida antes de forma a te garantir lidar melhor com essas questões … ao contrário, na medida em que vc lidar melhor com essas questões é que a auto-estima vai sendo paulatinamente investida e regenerada, entendeu ?

      E como conseguir lidar melhor com essas questões com a auto-estima prejudicada ? Adotando uma postura mais tolerante consigo próprio, respeitando o momento que vc vive, aceitando os limites que se apresentam e trabalhando no sentido da reconquista de uma competência … aí, aos poucos, a auto-estima vai se regenerando e o ciclo se inverte.

      Creio que falar mais aqui seria complicado. Sugiro que vc pense na possibilidade de buscar amparo psicológico, buscando assim condição de falar abertamente sobre essas questões e outras que por ventura sejam relevantes no estabelecimento do quadro descrito, podendo assim reverter a situação.

      Vc é jovem e tem muito recurso do qual lançar mão para reconquistar uma vida completa e que te seja realizadora.

      Espero ter ajudado e boa sorte !

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